É autoral. Minha vida. Minha história.
O texto-manifesto: cada pessoa é um livro, cada viagem é um livro — mas o olhar é meu.
É autoral.
Minha vida. Minha história. Cada pedaço de mim.
Talvez, se você passou por aqui, tenha deixado um capítulo.
Uma frase. Um verbo. Uma expressão.
Mas o olhar é meu.
E é nesse movimento que construo minha autoria: na minha interpretação de qualquer intertextualidade.
Às vezes só observo o mundo. Quem passa.
E isso já é tanto: minha lente é repleta de bagagem.
Aí vem alguém e me rouba um pedaço. Põe algo no lugar.
E eu me transmuto. Me adapto.
Mais completa. Mais complexa. Mais individual.
Cada pessoa é um livro.
Cada museu é um livro.
Cada viagem é um livro.
Minha bibliografia é tão diversa!
Me leia com cuidado: há mais nas entrelinhas que um leitor desatento conseguiria assimilar.
Sou repleta de ironias e sarcasmos.
Tenho passagens ácidas e diretas.
Não costumo ficar na estante de ninguém.
Pegue um chá. Um vinho. Fique confortável. Costumo tirar o fôlego.
Mas, atenção: não sou desses textos que se abandona facilmente.
Provavelmente vou mudar suas leituras daqui por diante.
Formada por arte, atributos metafísicos e existenciais, sou mulher.
Tenho bastante certeza que isso me coloca na categoria de poesia.