PRÉVIA PRIVADA — textos em rascunho, aguardam aprovação da autora · nome do blog é proposta (decisão da Nina) · notas da edição

Entrelinhas

Me leia com cuidado: há mais nas entrelinhas.

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Ensaios

Eu nunca acreditei na ideia de vocação

Do arquivo: contra a máxima cruel do “faça o que ama e nunca mais trabalhe”.

✳ Texto do acervo — aguarda OK da autora. Título e texto passam pela autora antes do lançamento; trechos [LACUNA] marcam matéria-prima que só ela pode dar.

Do arquivo. Escrito na época da faculdade de Direito [LACUNA: perguntar à Nina — ano exato; e se quer acrescentar um pós-escrito de hoje, que relação tem agora com este texto]. Publicado aqui como foi escrito, com a mesma convicção e as mesmas arestas.

Eu nunca acreditei na ideia de vocação.

Acho aquela máxima "faça aquilo que você ama e nunca mais precisará trabalhar" simplesmente cruel.

Essa mesma perspectiva leva a gente a crer que descobrir o que realmente amamos fazer é se realizar plenamente naquilo.

Isso sempre me frustrou muito, principalmente quando, depois de passar em Direito em uma Universidade Federal, me deparei com um sistema de ensino arcaico, segregador e sexista.

Tem sido um caminho tortuoso para mim desde então.

Um turning point nesse processo — e na minha vida — foi começar a pesquisar Feminismos e me deparar com os Feminismos Jurídicos.

Eu me descobri de um jeito que seria clichê demais expressar aqui.

Sigo não acreditando em vocação.

Numa perspectiva yogi, sei que achar equilíbrio e conforto não é sinônimo de passividade e ausência de desafio.

Eu amo o que eu faço e vivo a certeza de que nunca vai deixar de ser árduo e trabalhoso.

Mas amar o que eu faço me torna grata por viver o aqui e o agora.

Eu amo o que eu faço e isso me permite fazê-lo com verdade e apaixonadamente.

Eu amo o que eu faço e nutro a certeza de que o meu trabalho importa, é relevante e transformador.

Tem me transformado todos os dias.

Hoje finalizei o dia de trabalho sentindo mais uma vez que superei os meus limites e estou numa jornada capaz de me tornar uma pessoa melhor e mais completa.

Eu sei, clichê pra caralho.

Mas é verdade e me faz feliz.

Namastê.

Nota da edição (remover antes do lançamento): texto integral do acervo autoral (Eu nunca acreditei na ideia de vocação.). Edições mínimas: ligaturas do PDF restauradas ("desafio", "finalizei"), "torning point"→"turning point", vírgulas de leitura. Cortada apenas a menção ao TCC ("Meu trabalho de conclusão de curso é um dos múltiplos projetos...") por datar o texto — restaurar se a autora preferir o integral. O preâmbulo em itálico é da edição, não dela.

A pessoa por trás do feed

O que você lê aqui é a camada aberta: as ideias, as teses, o que eu penso do mundo. A experiência vivida — a vida real que sustenta cada uma destas frases — não fica no aberto.

Ela vive na assinatura paga: ensaios profundos, a história por inteiro, o livro acontecendo.

[LACUNA: link do Substack — nome/handle/preço são decisão da Nina]